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ECONOMIA

🇺🇸 TRUMP ABRE INVESTIGAÇÃO COMERCIAL CONTRA O BRASIL: Trabalho forçado é pretexto — risco real é de novas tarifas

🇺🇸 TRUMP ABRE INVESTIGAÇÃO COMERCIAL CONTRA O BRASIL: Trabalho forçado é pretexto — risco real é de novas tarifas

O Brasil está na mira de Washington mais uma vez. O escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou nesta quinta-feira (12) a abertura de uma nova investigação contra o Brasil — e dezenas de outros países — com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O foco declarado é apurar se o Brasil tolera práticas de trabalho forçado que criariam vantagem desleal para produtos brasileiros no mercado internacional.

O que é a Seção 301 e por que preocupa

A Seção 301 é um instrumento poderoso nas mãos do governo americano. Criada em 1974, ela permite que o representante comercial dos EUA investigue práticas comerciais estrangeiras consideradas desleais e, se encontrar ilegalidades, aplique novas tarifas e restrições de acesso ao mercado americano. Não à toa, o próprio Trump já usou essa ferramenta em 2025 para justificar o tarifaço sobre importações brasileiras, citando “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas”.

Calendário da investigação

  • Audiências públicas marcadas para 28 de abril de 2026
  • Prazo para envio de comentários e solicitações: 15 de abril de 2026
  • Consultas já iniciadas com os governos investigados

Brasil já estava na lista — e o risco é real

Não é a primeira vez que o Brasil aparece como alvo de investigação comercial americana sob o governo Trump. Em julho de 2025, na carta enviada a Lula com o anúncio do tarifaço, Trump já citava práticas comerciais desleais do Brasil como justificativa. Agora, com a relação bilateral deteriorada — Lula recusou receber o assessor de Trump Darren Beattie, barrou pedidos de cooperação no combate ao crime e se recusou a receber presos enviados pelos EUA — o risco de que essa investigação resulte em novas tarifas contra produtos brasileiros é maior do que nunca. O trabalhador, o empreendedor e o agronegócio brasileiro precisam acompanhar de perto o que vem por aí.

Fonte: Gazeta do Povo — 13/03/2026

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