🇺🇸 EUA AMPLIAM PRESSÃO SOBRE O BRASIL: Relatório USTR Critica Pix e Acusa Moraes de Censura — Lula Reage e Diz Que Não Vai Ceder
Os Estados Unidos aumentaram consideravelmente a pressão sobre o Brasil nesta semana, com a divulgação de dois relatórios simultâneos que criticam tanto o ambiente comercial quanto o sistema judiciário brasileiro. Os documentos foram publicados pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, e abrem uma janela real para sanções econômicas — o que preocupa empreendedores e trabalhadores brasileiros que dependem do comércio exterior.
O Pix na Mira dos EUA
O relatório do USTR, divulgado na quarta-feira (1º), aponta o Pix como um sistema que prejudica empresas americanas de pagamentos digitais, como Visa e Mastercard. Para Washington, o banco central brasileiro concede tratamento preferencial ao sistema nacional, distorcendo a concorrência com fornecedores estrangeiros. O documento também critica as tarifas elevadas a produtos estrangeiros, o sistema tributário considerado “pouco previsível” e a regulação de plataformas digitais. O relatório é parte de uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA — instrumento que pode resultar em tarifas e sanções contra o Brasil.
A resposta de Lula foi assertiva, mas sem apresentar propostas de negociação: “O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse o presidente nesta quinta-feira (2). O vice Alckmin, já de saída do Ministério do Desenvolvimento para fazer campanha, também foi a campo defender o sistema: “O Pix é um sucesso. Não existe nenhum problema em relação ao Pix. É só esclarecer”.
Moraes Acusado de Censura com Alcance Global
Paralelamente ao relatório comercial, o Comitê Judiciário da Câmara dos EUA, liderado por Jim Jordan, publicou o terceiro volume dos Brazil Censorship Files, acusando o ministro do STF Alexandre de Moraes de impor um “modelo de censura com alcance global”. O documento aponta que ordens sigilosas de Moraes para remoção de conteúdos atingiram cidadãos americanos e podem interferir nas eleições presidenciais brasileiras de outubro, ao restringir a atuação online da família Bolsonaro e de seus apoiadores. O Departamento de Estado dos EUA também manifestou “sérias preocupações” com decisões que restringem a liberdade de expressão no Brasil.
Risco Real de Sanções
Para o estrategista internacional Cezar Roedel, as manifestações americanas abrem uma “janela de possíveis medidas e sanções comerciais” contra o Brasil. O alinhamento do governo Lula com países como Irã, Rússia e China — ao mesmo tempo em que o Brasil enfrenta investigações no USTR — cria um cenário de risco real para exportadores, agricultores e empreendedores brasileiros que dependem do mercado americano. O trabalhador e o consumidor são os primeiros a pagar a conta quando as relações comerciais se deterioram.
Fontes: Gazeta do Povo, Jovem Pan, Exame — 2 de abril de 2026