⛽ GUERRA NO IRÃ FAZ PETRÓLEO DISPARAR MAIS DE 5%: Brent Volta a US$ 105 e Trabalhador Brasileiro Paga a Conta — Combustível e Gás de Cozinha Sob Pressão
O 34º dia de guerra entre EUA, Israel e Irã chegou nesta quinta-feira (2) com um impacto direto no bolso do trabalhador e do empreendedor brasileiro: o petróleo tipo Brent disparou mais de 5% nas negociações asiáticas, voltando a superar a marca de US$ 105 por barril — e o WTI, referência americana, ultrapassou US$ 104. O movimento foi impulsionado por um discurso agressivo do presidente Donald Trump, que prometeu atingir o Irã “com muita força” nas próximas semanas, descartando um cessar-fogo no curto prazo.
Por Que o Petróleo Subiu?
Após expectativas de desescalada que haviam derrubado o petróleo na véspera, Trump jogou um balde de água fria nos mercados. Em pronunciamento de cerca de 20 minutos, o presidente americano prometeu “devolver o Irã à Idade da Pedra” caso não haja avanço nas negociações. Do outro lado, o comando militar iraniano Khatam al-Anbiya respondeu na mesma moeda: “Aguardem nossas ações mais devastadoras, amplas e mais destrutivas”. Com o impasse mantido, os traders voltaram a precificar o risco de interrupção do fornecimento mundial de petróleo — especialmente com o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, ainda bloqueado pelo Irã desde o início do conflito.
Impacto Direto no Brasil
Para o trabalhador brasileiro, a alta do barril significa pressão direta nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Antes mesmo da guerra escalar ao nível atual, o botijão de gás já ameaçava chegar a R$ 39, com a Petrobras monitorando os preços internacionais. O diesel mais caro pressiona o custo do frete — e o custo do frete pressiona o preço de tudo o que chega na prateleira do supermercado. No campo, o empreendedor rural também sente o impacto no custo de máquinas e insumos. A guerra no Oriente Médio não é apenas um conflito distante: ela chega à mesa do brasileiro toda vez que ele abastece o carro, paga a conta do mercado ou liga o fogão.
Sem Saída à Vista
As perspectivas de resolução do conflito permanecem sombrias. O governo iraniano rejeitou as propostas americanas como “maximalistas e irracionais”, e qualquer negociação ocorre apenas por intermediários. O Reino Unido articula uma reunião com cerca de 30 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, mas sem acordo concreto no horizonte. O Banco Mundial já declarou estar “extremamente preocupado” com os impactos sobre a inflação e a segurança alimentar global. Para o trabalhador e a família brasileira, a equação é simples: quanto mais durar a guerra, mais caro fica o dia a dia.
Fontes: Exame, Jovem Pan, AFP — 2 de abril de 2026