🇺🇳 ONU ADIA VOTO SOBRE HORMUZ: China Usa Poder de Veto e Bloqueia Uso de Força — Sessão Vai para a Próxima Semana
A Organização das Nações Unidas (ONU) adiou para a próxima semana a votação sobre o uso de força para reabrir o Estreito de Ormuz, em meio ao conflito crescente entre os Estados Unidos e o Irã. A China, membro permanente do Conselho de Segurança e detentora de poder de veto, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso de força.
China protege o Irã no Conselho de Segurança
Segundo fontes diplomáticas, Pequim sinalizou que vetaria qualquer resolução que autorizasse ação militar para garantir a livre navegação pelo Estreito de Ormuz — ponto estratégico por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.
O adiamento representa um duro golpe às pretensões americanas de obter respaldo multilateral para operações no teatro iraniano. Sem o aval do Conselho de Segurança, os EUA continuam operando militarmente na região de forma unilateral — o que já resultou na perda de dois aviões e no desaparecimento de um piloto nesta sexta-feira (3).
Escalada sem precedentes no Golfo
Em poucas horas nesta sexta, o conflito registrou:
- Derrubada de um F-15E Strike Eagle com dois pilotos — um resgatado, outro ainda desaparecido
- Derrubada de um A-10 Thunderbolt II próximo a Ormuz — piloto resgatado
- Dois helicópteros Black Hawk atingidos por fogo iraniano durante operação de resgate, mas conseguiram escapar
- Trump afirmou à NBC: “Isto é guerra. Estamos em guerra” — mas insistiu que as negociações diplomáticas continuam
Diplomacia paralela
Apesar da retórica de guerra, o presidente Donald Trump reforçou que os incidentes militares não interrompem as negociações com Teerã. Ao jornal britânico “The Independent”, Trump declarou que ainda não está pronto para dizer o que os EUA farão caso o piloto desaparecido apareça ferido.
A OTAN também pressionou seus membros a se posicionarem sobre Ormuz, com o secretário-geral Mark Rutte enfrentando resistências internas. Trump cobrou dos aliados europeus “coragem” para proteger o estreito estratégico.
Fontes: Jovem Pan, G1/Globo, CNN Brasil, New York Times, Reuters