🇧🇷🇺🇸 EUA AVALIAM CLASSIFICAR PCC E CV COMO TERRORISTAS: Pressão dos Filhos de Bolsonaro em Washington Dá Resultado
Os Estados Unidos estão considerando classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A iniciativa, segundo o jornal norte-americano The New York Times, foi impulsionada por pressão direta dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro — Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência do Brasil em 2026, e Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA após ter o mandato de deputado cassado pelo STF.
Articulação da Família Bolsonaro em Washington
Segundo o New York Times, o Departamento de Estado norte-americano vem discutindo a medida nas últimas semanas, após contatos diretos dos filhos do ex-presidente com autoridades de Washington. No início de março, o secretário de Estado Marco Rubio comunicou formalmente ao chanceler brasileiro Mauro Vieira que os EUA planejavam incluir o PCC e o CV na lista de grupos terroristas — mesmo diante da resistência do governo Lula.
Desde o retorno de Donald Trump ao poder, no início de 2025, já foram incluídas 25 organizações estrangeiras na lista terrorista norte-americana, entre elas o Tren de Aragua venezuelano, o Cartel de los Soles e seis cartéis mexicanos. A classificação do PCC e CV seguiria o mesmo padrão usado para justificar intervenções militares — como aconteceu com a Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro.
O Que Muda na Prática?
A designação como organização terrorista tem consequências concretas e severas para os integrantes das facções:
- Bloqueio de ativos financeiros no exterior;
- Deportação de faccionados presentes nos EUA e negativa de vistos;
- Isolamento internacional do grupo;
- Dificuldade para receber treinamento, comprar armas e contratar serviços;
- Possibilidade de uso de inteligência e capacidade militar do Pentágono para combatê-los.
A medida preocupa o governo Lula, que teme perda de soberania e interferência estrangeira nos assuntos de segurança pública brasileiros. Para a família Bolsonaro, no entanto, trata-se de um passo fundamental no combate ao crime organizado que, segundo eles, avançou sob governos de esquerda.