⛽ SETOR DE PETRÓLEO DETONA INTERVENÇÃO DE LULA: ‘Medidas Geram Insegurança e Afastam Investimentos’ — Trabalhador Paga a Conta
Em meio à disparada do diesel provocada pela guerra no Oriente Médio, o governo Lula reagiu com uma série de intervenções no mercado de combustíveis — e o setor produtivo não gostou. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), entidade que representa as principais empresas do segmento, emitiu nota criticando duramente as medidas, alertando para riscos de distorções, insegurança regulatória e fuga de investimentos.
Entre as principais medidas adotadas pelo governo está a criação de um imposto sobre a exportação de petróleo via medida provisória, além de subsídios ao diesel e desoneração de tributos federais. O IBP reconhece o caráter emergencial das ações, mas avisa: “Intervenções dessa natureza trazem riscos. Alterações na base de tributação e mecanismos adicionais de fiscalização podem gerar incertezas regulatórias e distorções de mercado”. A entidade classifica o novo imposto como bitributação, já que o setor já paga royalties e participação especial.
O diagnóstico é grave: medidas improvisadas podem reduzir a competitividade do petróleo brasileiro, afastar investimentos de longo prazo e até comprometer empregos na cadeia produtiva. O setor defende que os estados também reduzam o ICMS — principal tributo sobre combustíveis — para que o trabalhador sinta o alívio no bolso. Enquanto isso, o diesel segue acima de R$ 7,20 no país, caminhoneiros mantêm o ultimato de paralisação para 26 de março, e o custo se transfere direto para a cesta básica das famílias brasileiras.
Petrobras no Centro da Discussão
O IBP destaca o papel central da Petrobras como maior fornecedora de derivados no Brasil e pede que o governo garanta o abastecimento sem rupturas. A entidade defende o “equilíbrio de preços com o mercado internacional” e critica qualquer medida que favoreça apenas importados em detrimento da produção nacional. O caminho sustentável, segundo o instituto, passa por previsibilidade regulatória e não por remendos de última hora que criam mais instabilidade do que soluções.