⛽ ALERTA DE DESABASTECIMENTO: Setor de Combustíveis Pede Ação Urgente ao Governo — Diesel Sobe 6,76% em Uma Semana
As principais entidades do setor de combustíveis do Brasil emitiram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta alertando para o risco de desabastecimento nacional e pedindo providências urgentes ao governo federal diante da escalada de preços provocada pela guerra no Oriente Médio.
🚨 Quem Assinou o Alerta
A nota é assinada pela Fecombustíveis e Sincopetro (varejo), Abicom (importadoras), Refina Brasil (refinarias), Sindicom e BrasilCom (distribuidoras). Praticamente toda a cadeia de combustíveis no país levantou a voz ao mesmo tempo.
“Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, diz o documento.
📈 Os Números da Crise
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgado nesta sexta confirma a escalada:
- Diesel comum: R$ 7,26/litro — alta de 6,76% em uma semana
- Diesel S10: R$ 7,35/litro
- Gasolina comum: R$ 6,65/litro (+2,94% na semana)
- Em 30 dias, o diesel saltou de R$ 5,74 para R$ 7,22 — alta acumulada de quase 11%
Os estados do Norte e Nordeste lideram as altas regionais, com Tocantins registrando impressionantes 37% de aumento. No Sudeste, São Paulo avança 27%.
⚠️ Raíz do Problema
As entidades explicam que o ataque da Petrobras de R$ 0,38 no diesel “A”, somado à volatilidade do mercado internacional pela guerra no Irã, estão elevando os custos ao longo de toda a cadeia. Parte relevante do abastecimento nacional depende de importações, e os leilões da Petrobras têm ofertado o diesel acima do preço de referência das próprias refinarias.
O governo Lula ainda não respondeu formalmente ao pedido. O presidente criticou nesta sexta-feira a venda da BR Distribuidora, afirmando que “se a BR tivesse na nossa mão, teríamos a garantia” de controle de preços.
💬 Impacto para o Brasileiro
Com o diesel perto de R$ 7,30, o custo do transporte de cargas sobe automaticamente — o que pressiona preços de alimentos, remédios e praticamente tudo que é transportado no Brasil. Caminhoneiros já haviam dado ultimato ao governo até 26 de março.
Fontes: G1 (Globo), Jovem Pan, ANP, Fecombustíveis, TruckPad