⚡ GOVERNO CONTRADIZ MOTTA: Lula Mantém PL do Fim da Escala 6×1 — Presidente da Câmara Erra ao Anunciar Recuo
Brasília, 7 de abril de 2026 — Em um raro e constrangedor desencontro entre o Executivo e o Legislativo, o governo federal desmentiu nesta terça-feira o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia anunciado publicamente que o Palácio do Planalto havia desistido de seu projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6×1.
O Que Aconteceu
Motta declarou nesta terça que o governo Lula havia recuado e que a iniciativa seguiria tramitando apenas no formato de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), sem urgência do Executivo.
No entanto, fontes ouvidas pela Gazeta do Povo sob anonimato contradisseram a versão do parlamentar: o governo não desistiu do PL e há reuniões previstas para esta semana para definir quando e como o projeto será apresentado.
A Confusão
Motta teria ouvido diretamente do líder do governo na Câmara sobre uma suposta desistência do presidente Lula. A mesma fonte, porém, afirmou que a informação “poderia estar mal fundamentada”.
Na semana passada, o Planalto havia confirmado insatisfação de Lula com a demora da tramitação no Congresso e sinalizava encaminhar um PL em regime de urgência.
O Que Está em Jogo
- A escala 6×1 — seis dias de trabalho, um de folga — é amplamente adotada no comércio, serviços, bares e restaurantes
- Em muitos casos, o modelo garante apenas um domingo de descanso por mês
- A CNI estima que o fim da escala causaria perda de R$ 76,4 bilhões na economia
- A CCJ da Câmara realizou audiência nesta terça com confederações de comércio, indústria, agro e transporte sobre o tema
Motta x Governo: Quem Está Certo?
O episódio expõe falta de coordenação entre o Palácio do Planalto e sua própria base no Congresso — ou uma tentativa do presidente da Câmara de enterrar o projeto antes mesmo de ele ser apresentado.
Enquanto o embate político continua, milhões de trabalhadores brasileiros aguardam uma definição sobre uma das mudanças trabalhistas mais debatidas dos últimos anos.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo