⚖️ MORAES MARCA INTERROGATÓRIO DE EDUARDO BOLSONARO PARA 14 DE ABRIL: Ex-Deputado Está nos EUA, Não Apresentou Defesa e Será Ouvido por Videoconferência
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 14 de abril de 2026, às 14h, o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar é réu na Corte por coação no curso do processo relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado.
Eduardo nos EUA sem Apresentar Defesa
Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Citado por edital, o ex-deputado não apresentou defesa prévia, o que levou o STF a acionar a Defensoria Pública da União (DPU) para garantir sua assistência jurídica. A audiência será realizada por videoconferência, mesmo que Eduardo opte por não comparecer.
A decisão de dar andamento à instrução da ação penal foi tomada após Moraes afastar a possibilidade de absolvição sumária. A Primeira Turma do STF havia recebido por unanimidade, em novembro de 2025, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Votaram para receber a acusação os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O que Acusa a PGR
O procurador-geral Paulo Gonet afirma que Eduardo agiu de forma reiterada para submeter os interesses da República e da coletividade a objetivos pessoais e familiares. Segundo o PGR, o ex-deputado recorreu a ameaças de sanções financeiras e restritivas dos EUA, amplamente divulgadas em redes sociais, para pressionar autoridades brasileiras a arquivar processos ou conceder anistia em favor de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro Família Sob Pressão Judicial
O interrogatório de Eduardo ocorre em meio ao cenário de cerco judicial à família Bolsonaro. O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro segue com restrições severas, enquanto Carlos Bolsonaro denunciou publicamente que as visitas ao pai estão limitadas a apenas duas horas divididas entre os filhos. A escalada dos processos no STF, com prazos se aproximando, é vista pela base conservadora como mais um capítulo da perseguição política orquestrada pela Corte contra a principal liderança de oposição do país.