⚖️ CASO DAS JOIAS: Moraes Trava Arquivamento e Manda PGR Analisar Celulares de Wassef com Provas da PF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou o pedido de arquivamento do inquérito das joias sauditas e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre novas provas levantadas pela Polícia Federal — materiais extraídos dos celulares do advogado Frederick Wassef, da família Bolsonaro.
No dia 4 de março, a PF encaminhou ao STF análise dos materiais apreendidos com Wassef, identificando “eventos fortuitos” que sugerem a atuação de uma associação criminosa para o desvio de bens de alto valor. No mesmo dia, o procurador-geral Paulo Gonet pediu o arquivamento, argumentando haver uma “lacuna legislativa” sobre se presentes recebidos por presidentes pertencem à União ou ao acervo pessoal — o que tornaria o Direito Penal “incompatível” com o caso. Moraes, porém, apontou que Gonet não se manifestou sobre o material específico entregue pela PF referente a Wassef, e mandou os autos de volta à PGR.
Segundo as investigações, Wassef teria participado de uma “operação de resgate”: ele recomprou nos EUA um relógio Rolex vendido pelo tenente-coronel Mauro Cid, com o objetivo de devolver o item às autoridades brasileiras após a repercussão do caso. O relatório final da PF de julho de 2024 indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Agora, com Gonet pedindo arquivamento e Moraes travando o processo, o destino do inquérito das joias permanece indefinido — e no centro de uma disputa entre os próprios órgãos que deveriam investigar.