VORCARO X MORAES: Investigação esbarra em obstáculos no STF e enfrenta risco de nulidade das provas
A investigação sobre a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes enfrenta sérios obstáculos jurídicos e pode ter suas provas anuladas, segundo revela a Gazeta do Povo.
O problema central
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que o banqueiro mantinha comunicação com Moraes enquanto o Master tinha um contrato de R$ 129 milhões com a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes. Vorcaro teria informado Moraes sobre tratativas de venda do banco e pedido informações sobre o inquérito que corria contra ele.
A barreira institucional
Para investigar Moraes, a PF ou a PGR precisariam pedir autorização ao próprio STF — tribunal presidido por colegas do ministro. A PGR, cujo chefe Paulo Gonet chegou ao cargo por indicação de Moraes, já arquivou representações anteriores nesse sentido.
Risco de nulidade
Dentro da PF, há preocupação com a metodologia usada na elaboração de um relatório de 200 páginas sobre as relações de Vorcaro com Toffoli. O documento foi feito sem autorização prévia do STF, o que pode invalidar juridicamente todas as provas ali reunidas.
Organização criminosa
A PF trabalha com a hipótese de uma organização criminosa com ao menos quatro núcleos: financeiro, de corrupção institucional, político e midiático. A investigação é a mais sensível dos últimos anos no Brasil.