VORCARO NO BUNKER: Defesa pede ao STF visita sem gravação — banqueiro preso em segurança máxima ao lado do Marcola
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso preventivamente por determinação do ministro André Mendonça, do STF, protocolou pedido ao Supremo Tribunal Federal solicitando que as conversas entre os advogados e o banqueiro no presídio federal não sejam gravadas. O pedido foi apresentado na última sexta-feira, 6 de março.
Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima integrante do Complexo da Papuda. No local, as visitas de familiares e advogados ocorrem por interfone ou videoconferência, com monitoramento total de áudio e vídeo. Os defensores relataram que, ao tentar visitar o banqueiro logo após a prisão, foram informados de que o encontro dependia de agendamento para a semana seguinte e que sequer papel e caneta seriam permitidos durante a visita.
A defesa argumenta que a comunicação reservada entre advogado e cliente é garantia constitucional do direito de defesa. O STF ainda não se manifestou sobre o pedido. Enquanto isso, Vorcaro passa a maior parte do tempo sozinho na cela, podendo sair apenas para banho de sol e visitas monitoradas de até 3 horas. Entre os demais detentos da mesma penitenciária está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. O escândalo do Banco Master, com suspeitas de irregularidades que envolvem nomes do alto escalão do Judiciário brasileiro, segue no centro das atenções políticas e jurídicas do país.
O caso Vorcaro em resumo
- Preso em 4 de março na terceira fase da Operação Compliance Zero
- Investigado por suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master
- Detido na mesma penitenciária federal de segurança máxima que o Marcola
- Defesa pede comunicação sigilosa com advogados sem gravação
- STF ainda não decidiu sobre o pedido da defesa