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ECONOMIA

VORCARO TROCA DEFESA E DELAÇÃO SE APROXIMA: ROMBO DE R$ 52 BILHÕES E CONEXÕES COM MORAES E TOFFOLI ABALAM O STF

VORCARO TROCA DEFESA E DELAÇÃO SE APROXIMA: ROMBO DE R$ 52 BILHÕES E CONEXÕES COM MORAES E TOFFOLI ABALAM O STF

O escândalo do Banco Master entrou em nova fase. Preso em Brasília por decisão do STF, o banqueiro Daniel Vorcaro substituiu seu advogado criminalista Pierpaolo Bottini pelo renomado José Luís de Oliveira Lima — mesmo defensor que representou o petista José Dirceu e o general Walter Braga Netto, preso por participação na trama golpista. A escolha do novo advogado é lida no ambiente jurídico como sinal inequívoco de que uma delação premiada está sendo negociada.

O rombo provocado pelo Master e suas subsidiárias no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) chegou a R$ 52 bilhões — o maior desde a criação do Fundo, em 1994. O Banco Central havia liquidado extrajudicialmente o Master em novembro de 2025. Além disso, a Justiça bloqueou R$ 2,2 bilhões em depósitos de Vorcaro na conta de seu pai. O ministro relator André Mendonça apontou que Vorcaro comprou ativos por R$ 2,5 milhões e os vendeu por R$ 294 milhões em apenas 24 horas, em operação sob investigação.

Conexões que chegam ao STF

O que transforma o caso Master de escândalo financeiro em bomba política é a lista de nomes citados nas investigações da Operação Compliance Zero. Segundo o Correio Braziliense, ela inclui congressistas, governadores, prefeitos, ex-ministros e, de forma mais impactante, os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A pesquisa Genial/Quaest divulgada semana passada confirmou que a desconfiança no Supremo Tribunal Federal atingiu o nível mais alto da história justamente no momento em que o caso Master domina as manchetes. A delação de Vorcaro, se concretizada, pode revelar detalhes que mudarão o cenário político e institucional do Brasil às vésperas das eleições de 2026.

Quem é Felipe Mourão, o “Sicário”

O voto do ministro Mendonça revelou ainda que Vorcaro mantinha relação direta com um indivíduo conhecido como “Sicário”, Felipe Mourão, que atuava como responsável pela execução de atividades voltadas à “obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo”. A Polícia Federal classificou a organização como estruturada, com divisão de tarefas — característica típica de organizações criminosas. Os crimes atribuídos incluem crimes contra o sistema financeiro, contra a administração pública, lavagem de dinheiro e crimes contra a administração da Justiça.

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