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MUNDO

TRUMP RECUSA CESSAR-FOGO E EXIGE DESNUCLEARIZAÇÃO DO IRÃ: ‘Os termos não são bons o suficiente’

TRUMP RECUSA CESSAR-FOGO E EXIGE DESNUCLEARIZAÇÃO DO IRÃ: ‘Os termos não são bons o suficiente’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (14) que não está disposto a negociar um cessar-fogo com o Irã. Em entrevista à emissora NBC News, Trump reconheceu que o regime iraniano demonstra interesse em encerrar o conflito — agora em seu 15º dia —, mas descartou os termos apresentados como insuficientes.

“Irã quer negociar, mas eu não quero — porque os termos não são bons o suficiente”, afirmou Trump. O presidente recusou revelar quais condições Teerã propôs, mas foi taxativo quanto à exigência central: o Irã deve abandonar definitivamente qualquer programa de enriquecimento nuclear.

Desnuclearização como condição inegociável

Trump deixou claro que a única saída para o regime iraniano é a renúncia completa à capacidade nuclear. A posição americana endurece o cenário diplomático e sinaliza que os bombardeios continuarão enquanto Teerã não ceder. Os EUA já atacaram a principal refinaria do Irã, a Ilha de Kharg, e têm intensificado operações no Golfo Pérsico.

Estreito de Ormuz e o petróleo mundial

Trump também comentou sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. “Os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos”, declarou. O presidente americano convocou aliados a enviarem navios de guerra à região e anunciou operações de varredura para detectar possíveis minas iranianas no canal. O barril de petróleo tipo Brent já opera acima de US$ 120, ameaçando inflar combustíveis e alimentos em todo o mundo.

Impacto para o Brasil

Com o Estreito de Ormuz bloqueado e o preço do petróleo disparando, o Brasil sente o efeito nos postos de gasolina. Especialistas alertam que, se o conflito se prolongar, o trabalhador brasileiro pagará a conta na bomba — mais um fardo sobre a classe produtiva já sufocada pela Selic a 14,75% e pelo câmbio pressionado.

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