O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado (14) uma imagem na rede social Truth Social na qual se vangloria das transformações que ele diz ter provocado na mídia americana — e anuncia que a “reconfiguração” ainda não acabou.
O que Trump afirmou
Com o título “Presidente Trump está reconfigurando a mídia”, a postagem lista uma série de mudanças que o republicano atribui à sua pressão sobre as grandes emissoras e jornais dos EUA:
- NPR e PBS tiveram o financiamento público cortado
- Washington Post realizou demissões em massa de jornalistas
- Jim Acosta (ex-CNN) e Chuck Todd (ex-NBC) — âncoras críticos a Trump — foram demitidos
- ABC pagou US$ 15 milhões para encerrar processo de difamação movido por Trump
- CBS também fez acordo milionário e criou o cargo de ombudsman, preenchido por um ex-embaixador do governo Trump
- A FCC (Comissão Federal de Comunicações), agora sob o republicano Brendan Carr, aumentou a fiscalização sobre as emissoras
Ameaças às licenças de emissoras
Desde o início do segundo mandato, Trump escalou as ameaças à imprensa considerada hostil. Em setembro passado, o presidente já havia cogitado revogar as licenças de transmissão de emissoras como ABC e NBC, acusando-as de serem “um braço político do Partido Democrata”.
“Eu li em algum lugar que as redes estavam 97% contra mim, e ainda assim eu ganhei e com facilidade”, disse Trump a bordo do Air Force One. “Eu acharia que talvez suas licenças devessem ser retiradas.”
Contexto
A ofensiva de Trump contra a mídia liberal é uma das marcas centrais do seu segundo mandato. Para seus apoiadores, trata-se de uma resposta legítima a anos de cobertura tendenciosa. Para seus críticos, representa uma ameaça à liberdade de imprensa.
O fato é que, em menos de dois meses de governo, Trump já provocou mudanças estruturais significativas no ecossistema midiático americano — seja por ação direta, por ameaças ou pela pressão de mercado que seu governo representa.
Fontes: Jovem Pan / Estadão Conteúdo / Truth Social