A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar na próxima sexta-feira (13) a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a prisão preventiva do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O colegiado decidirá se referenda a prisão decretada no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero.
O caso marca a volta de Dias Toffoli ao processo. O ministro estava afastado da relatoria desde 12 de fevereiro — quando um pedido de suspeição da Polícia Federal foi arquivado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Com o arquivamento, Toffoli voltou a estar apto para votar, levantando questões sobre possível conflito de interesse em razão de sua relação com Vorcaro, já investigada pela CPMI do INSS.
O que levou à prisão de Vorcaro
A prisão foi decretada após a PF apresentar mensagens do celular de Vorcaro que indicariam a coordenação de um núcleo de espionagem e intimidação de adversários. Entre os alvos estaria o jornalista Lauro Jardim, segundo as investigações. O banqueiro foi transferido para o presídio federal de Brasília, onde está em cela individual de cerca de 9 metros quadrados.
Além de Vorcaro, a operação resultou na prisão de outros três investigados: Fabiano Zettel, Marilson Roseno da Silva — policial federal aposentado — e Luiz Phillipi Mourão, integrante do grupo chamado “A Turma”. Mourão morreu após atentar contra a própria vida no dia da prisão. O ministro Mendonça determinou também o sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.
Defesa contesta a prisão
A defesa de Vorcaro afirma que o banqueiro “sempre esteve à disposição das autoridades” e nega que tenha tentado obstruir investigações. Os advogados pedem que a 2ª Turma revogue a prisão preventiva. A composição do colegiado — Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Toffoli e Gilmar Mendes — deve tornar o placar imprevisível, especialmente com a presença de Toffoli, cuja imparcialidade segue questionada por setores da oposição e pela própria PF.