STF CONFIRMA PRISÃO DE VORCARO E DELAÇÃO AVANÇA: Moraes e Toffoli podem ser alvos — mas PGR tem poder de barrar as revelações
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal manteve nesta sexta-feira (13) a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em regime fechado. A decisão foi rápida — apenas 50 minutos de deliberação — e o relator André Mendonça contou com o apoio de Luiz Fux e Nunes Marques. O único voto pendente é o de Gilmar Mendes, que não alterará o resultado.
A manutenção atrás das grades aumenta a pressão para um acordo de delação premiada. Vorcaro trocou de advogado justamente nesta sexta: José Luís Oliveira Lima, experiente em casos da Lava-Jato, assumiu a defesa. Especialistas interpretam a mudança como sinal de que o banqueiro se prepara para abrir o jogo com as autoridades.
Moraes e Toffoli no centro das suspeitas
As investigações já mencionam possíveis mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de participações societárias do ministro Dias Toffoli em negócios do grupo Master. Ambos negam qualquer irregularidade. Se a delação avançar sem filtros, poderá sacudir o coração do sistema financeiro e o alto escalão do Judiciário brasileiro.
A trava do sistema: PGR e STF como juízes de si mesmos
O problema é que quem decide se a delação vai em frente é o próprio STF. O procurador-geral Paulo Gonet, cujo nome apareceu numa lista de autoridades que participaram de evento bancado pelo banqueiro em Londres, pode simplesmente se recusar a negociar ou restringir os fatos investigados. E mesmo que o acordo avance, os ministros precisam homologá-lo — criando um mecanismo de autoproteção institucional sem precedentes. A pergunta que o trabalhador brasileiro tem direito de fazer é simples: quem fiscaliza os fiscais?