STF BLINDANDO O MASTER: Toffoli votou contra investigação do banco enquanto família de Moraes recebia R$ 80 milhões do escritório ligado à instituição
O Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro de mais uma bomba política. Enquanto o ministro Alexandre de Moraes presidia o tribunal e acumulava poderes extraordinários, sua cunhada elaborava o Código de Ética do Banco Master — e o escritório de advocacia ligado à família do ministro recebia cerca de R$ 80 milhões em honorários da instituição financeira. A informação, revelada na última semana, acrescenta mais uma camada de constrangimento ao STF.
Mas não para por aí. O ministro Dias Toffoli, historicamente próximo ao universo dos grandes negócios e das articulações entre o poder político e o financeiro, teria votado em ao menos uma ocasião de forma favorável ao grupo controlador do Master, segundo apuração de portais especializados. O padrão é sempre o mesmo: ministros do STF que se apresentam como guardiões da Constituição mas cujas famílias e escritórios orbitam os grandes interesses financeiros que deveriam fiscalizar.
Para o cidadão comum, o trabalhador que contribuiu a vida inteira para o INSS e viu seus recursos desviados por esquemas investigados pela CPMI, a pergunta que não quer calar é simples: quem fiscaliza os fiscalizadores? Enquanto a corte suprema blinda seus próprios ministros e os interesses de seus associados, os aposentados continuam esperando justiça. O caso Master — que envolve R$ 1,7 bilhão em ativos de fundo de pensão — precisa de uma investigação sem interferências, algo que parece cada vez mais distante enquanto o STF se recusa a se afastar do caso.