ROMBO DE R$ 52 BILHÕES: o trabalhador vai pagar a conta do Banco Master enquanto Vorcaro negocia delação
O rombo deixado pelo Banco Master no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) chegou a R$ 52 bilhões — o maior desde a criação do fundo, em 1994. O dinheiro que garantia depósitos de pequenos poupadores e trabalhadores foi comprometido pelas operações suspeitas do banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente em Brasília por decisão do STF. E agora a pergunta que incomoda Brasília é outra: quem vai pagar essa conta?
A operação por dentro
A Polícia Federal identificou, na Operação Compliance Zero, que os investigados atuavam de forma estruturada e com divisão de tarefas — padrão típico de organização criminosa. Vorcaro é investigado por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública e coação no curso de processo judicial. A Justiça bloqueou R$ 2,2 bilhões depositados pelo banqueiro na conta do pai. A liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central aconteceu em novembro de 2025, após o colapso gradual da instituição durante o ano.
O trabalhador na linha de fogo
O FGC foi criado justamente para proteger o cidadão comum: o pequeno investidor, o trabalhador que deixa suas economias rendendo em uma conta. Com o rombo bilionário, o fundo de segurança do sistema financeiro brasileiro ficou comprometido de uma forma sem precedentes. Enquanto Vorcaro trocou de advogados e sinaliza uma possível delação premiada — contratando o especialista José Luís de Oliveira Lima, que já defendeu José Dirceu e Braga Netto — o custo real do esquema recairá sobre o sistema, e, em última instância, sobre o empreendedor e o trabalhador brasileiro. O escândalo não é só financeiro: é moral.