REGIME FAZ PRESSÃO: Atletas iranianas voltam atrás no pedido de asilo — 3 ainda estão escondidas na Austrália
O regime iraniano conseguiu reverter parte do drama que se instalou na delegação feminina de futebol do Irã durante a Copa Asiática, na Austrália. Quatro das sete jogadoras que haviam pedido proteção ao governo australiano já retiraram os pedidos e iniciaram os trâmites para retornar ao Irã. Três, no entanto, permanecem em paradeiro desconhecido no país, com medo de represálias do regime islâmico.
Como tudo começou
As jogadoras viajaram à Austrália para disputar o torneio antes do início da guerra entre o Irã, Israel e os EUA. A controvérsia explodiu quando parte do elenco recusou cantar o hino nacional na estreia contra a Coreia do Sul — gesto interpretado como protesto contra o regime. A imprensa estatal iraniana chamou as atletas de “traidoras”. Nas partidas seguintes, pressionadas, as jogadoras voltaram a entoar o hino. O governo australiano havia concedido vistos humanitários a cinco delas após apelo direto de Donald Trump.
Irã retira seleção masculina da Copa do Mundo 2026
O drama das atletas ocorre em paralelo à decisão do regime iraniano de retirar a seleção masculina da Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos EUA, Canadá e México. O governo afirmou que não enviará o time enquanto a guerra contra Israel e os americanos continuar. Trump havia declarado publicamente que o Irã seria “bem-vindo” ao torneio, mas Teerã recusou. O episódio expõe a face mais cruel do regime: atletas usados como peões políticos, famílias ameaçadas, e jogadoras que pediram liberdade sendo forçadas a voltar para um país em guerra.