🚨 HISTÓRICO: Quaest março 2026 — Flávio empata Lula 41% a 41% no 2º turno pela PRIMEIRA VEZ; Datafolha mostra que 46% acham que economia piorou
BRASÍLIA — 11 de março de 2026 — Duas pesquisas divulgadas nesta semana mostram um cenário político e econômico cada vez mais adverso para o presidente Lula (PT): pela primeira vez na série histórica, Flávio Bolsonaro (PL) empatou com o presidente no segundo turno, ambos com 41%, segundo a Quaest/Genial Investimentos. Ao mesmo tempo, o Datafolha aponta que 46% dos brasileiros acreditam que a economia piorou — alta de 5 pontos em relação a dezembro.
Empate histórico: Quaest mostra 41% x 41% no segundo turno
O levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 6 e 9 de março de 2026 com 2.004 pessoas, revelou que Lula e Flávio Bolsonaro chegaram ao mesmo patamar de intenção de voto pela primeira vez desde o início da série histórica.
- Lula (PT): 41% — eram 43% em fevereiro, 45% em janeiro
- Flávio Bolsonaro (PL): 41% — eram 38% em fevereiro e janeiro
- Indecisos: 2%
- Branco/nulo/não vai votar: 16%
A queda é vertiginosa para Lula: a vantagem era de 10 pontos em dezembro, caiu para 7 em janeiro, 5 em fevereiro e zero em março. Flávio subiu 3 pontos em um mês, enquanto Lula perdeu 2.
Flávio lidera entre eleitores independentes
Entre os eleitores que se consideram independentes — 32% do eleitorado —, Flávio aparece numericamente à frente de Lula pela primeira vez: 32% a 27%. Em fevereiro, Lula liderava com 31% contra 26% de Flávio.
Rejeição quase empatada
Os índices de rejeição também convergem: 56% dizem que não votariam em Lula e 55% não votariam em Flávio. Entre independentes, Lula tem rejeição de 65% e Flávio, de 61%.
Datafolha: 46% acham que a economia piorou
O Datafolha, realizado entre os dias 3 e 5 de março com 2.004 pessoas em 137 municípios, mostra deterioração da percepção econômica:
- Piorou: 46% (eram 41% em dezembro)
- Ficou como estava: 28%
- Melhorou: 24% (eram 29% em dezembro)
Na situação financeira pessoal, 33% dizem que sua condição piorou — eram 26% em dezembro. E a expectativa de melhora caiu de 46% para 30% em apenas três meses. O medo do desemprego aumentou: 48% acham que o desemprego vai crescer, ante 42% em junho de 2025 — o maior patamar do atual mandato.
O recorte político diz tudo
Entre quem pretende votar em Flávio Bolsonaro, 77% acham que a economia piorou. Entre eleitores de Lula, apenas 14% têm essa percepção. O pessimismo é especialmente alto entre evangélicos: 57% acreditam que a situação econômica deteriorou.
O quadro geral
As duas pesquisas, somadas, pintam um retrato claro: Lula chega ao segundo ano do terceiro mandato com aprovação em queda livre, percepção econômica negativa crescente e um adversário que, pela primeira vez, o empatou no cenário que mais importa — o segundo turno. Com as eleições de 2026 se aproximando, o sinal é inequívoco: a disputa está aberta.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, Jovem Pan — pesquisas Quaest/Genial Investimentos e Datafolha/Folha de S.Paulo, março de 2026.