A Polícia Federal, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, abriu investigação para apurar o vazamento de dados sigilosos do banqueiro Rodrigo Vorcaro, preso no âmbito do escândalo do Banco Master. A decisão gerou reação imediata de aliados do governo Lula e de ministros do próprio STF — o que levanta uma pergunta óbvia: quem tem medo do que pode vir à tona?
Os dados vazados incluem conversas privadas entre Vorcaro e figuras de alto escalão, entre elas o próprio ministro Alexandre de Moraes. A exposição desses diálogos abalou o STF e colocou em xeque a narrativa de que a Corte age com imparcialidade. O ministro Mendonça, ao abrir a investigação sobre os vazamentos, sinalizou que não vai embarcar em encobertamentos — e isso incomoda exatamente quem deveria estar tranquilo se nada tivesse a esconder.
O caso Master é um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos no Brasil. Vorcaro está preso, seu ex-segurança foi encontrado morto após prisão, sua ex-namorada corre para contratar advogados e assessoria de imprensa, e o dinheiro público dos trabalhadores — via INSS — aparece no meio do esquema. A investigação sobre os vazamentos é legítima, mas o cidadão brasileiro quer saber também: quem autorizou o uso desses recursos e quem sabia o que estava acontecendo?
O que Mendonça ordenou
A determinação do ministro André Mendonça foi clara: a PF deve investigar a origem dos vazamentos das conversas sigilosas de Vorcaro que circularam na imprensa e nas redes sociais. Trata-se de proteção ao sigilo processual — mas os críticos lembram que o mesmo zelo não foi aplicado quando adversários políticos do governo tiveram dados expostos.
Para os trabalhadores e famílias brasileiras que colocam dinheiro no INSS mês a mês, a pergunta que não quer calar é simples: quando é que alguém vai investigar o rombo de verdade?