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ECONOMIA

PETRÓLEO EXPLODE A US$ 100: Fechamento do Estreito de Ormuz dispara preço e ameaça combustível para o trabalhador brasileiro

PETRÓLEO EXPLODE A US$ 100: Fechamento do Estreito de Ormuz dispara preço e ameaça combustível para o trabalhador brasileiro

O petróleo tipo Brent ultrapassou a marca histórica de US$ 100 por barril nesta quinta-feira (12), atingindo o nível mais alto desde 2022. A disparada de 9% em um único pregão foi impulsionada pela crise no Estreito de Ormuz — via por onde passa cerca de 20% do petróleo global —, após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei morto pelos EUA e Israel, declarar que o trecho permanecerá fechado e prometer “vingança” pelas baixas iranianas na guerra contra os americanos.

As imagens de petroleiros em chamas no Estreito derrubaram a esperança de uma solução rápida para o conflito. O Iraque, alvo de ataques iranianos a refinarias, anunciou a suspensão parcial de sua produção diária e busca rotas alternativas de exportação. A Saudi Aramco já negocia drones com empresas ucranianas para proteger seus campos de petróleo, numa demonstração do nível de tensão que toma conta de toda a região.

Para o trabalhador e o empreendedor brasileiro, a escalada é uma bomba-relógio. O governo Lula já zerou PIS/Cofins do diesel e subsidiou R$ 0,64 por litro para tentar segurar o custo do frete, mas com o barril acima de US$ 100, a pressão sobre o preço dos combustíveis e da inflação será inevitável. O Brasil, apesar de ser um dos maiores produtores mundiais, tem preços da Petrobras atrelados ao mercado internacional — e a conta chegará na bomba, no supermercado e no bolso da família brasileira.

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