Petróleo a US$ 119 e impostos congelados: trabalhador paga a conta da crise energética enquanto governo arrecada
Com a guerra no Irã empurrando o petróleo para além dos US$ 119 por barril, o Brasil entra em uma semana decisiva para a economia. O impacto nos combustíveis já é sentido nos postos de todo o país, e o trabalhador que abastece seu carro ou depende do transporte público é sempre o primeiro a pagar a conta. Mas há um fator agravante que o governo Lula prefere ignorar: a política de preços da Petrobras e os altos impostos sobre combustíveis seguem enchendo os cofres públicos enquanto a família brasileira aperta o cinto.
A Petrobras — estatal que o governo federal usa cada vez mais como instrumento político — mantém uma política de preços alinhada ao mercado internacional. Isso significa que quando o petróleo sobe lá fora, o brasileiro sente na bomba. O que muda é que, mesmo com o barril disparado, os impostos federais e estaduais incidentes sobre os combustíveis não são reduzidos. Em vez de proteger o empreendedor e o trabalhador, o Estado aproveita a crise para arrecadar mais.
Enquanto países como Argentina — sob o governo de Javier Milei — adotam medidas para desonerar o produtor e o consumidor, o Brasil segue no caminho oposto: mais gasto público, mais impostos, mais regulação. O resultado aparece no orçamento das famílias: menos dinheiro para comida, escola e saúde. É uma escolha política, não uma fatalidade.
O que pode ser feito
A oposição no Congresso, liderada por nomes como Nikolas Ferreira na Câmara, tem pressionado por medidas de alívio fiscal para os brasileiros. Redução de impostos sobre combustíveis, desburocratização do agronegócio e controle do gasto público são soluções concretas que o governo rejeita por ideologia. O empreendedor brasileiro sabe que não falta solução — falta vontade política de quem está no poder para implementá-la.
A crise energética global gerada pela guerra no Irã é um teste de quem governa para o povo e quem governa para o Estado.