ORMUZ: Irã Libera Navios de Países ‘Neutros’ e Bloqueia os Demais — Trabalhador Brasileiro Paga a Conta no Posto
Enquanto diplomatas trocam notas e Trump estende prazos, o Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — opera sob uma nova e perigosa lógica: o regime iraniano está liberando a passagem apenas para navios de países considerados “não hostis”, enquanto mantém o bloqueio para os demais. A Espanha, a Tailândia e a Malásia já conseguiram autorização. O Brasil, até agora, nem é citado nas negociações.
A Nova Diplomacia do Petróleo
A embaixada iraniana na Espanha foi clara: Teerã recompensa quem condenou os ataques de Israel e dos EUA. A Espanha foi um dos primeiros países a chamar a guerra de “imprudente e ilegal” — e seus navios passam. A Tailândia coordenou diplomaticamente com o Irã — e seus navios passam. O Brasil de Lula, que balança entre críticas tímidas e silêncio estratégico, não aparece em nenhuma lista de exceções.
O resultado prático chega direto ao bolso do trabalhador brasileiro: com o petróleo no mercado internacional acima de US$ 107 por barril, o diesel S-500 registrou alta de mais de 70% na margem de lucro dos postos. E não há sinal de que a Petrobras vá absorver o choque — a política de preços do governo Lula já causou déficits recordes na estatal.
Trump Deu Mais 10 Dias ao Irã
O presidente americano, Donald Trump, anunciou nova extensão do prazo para o Irã negociar a abertura do estreito antes de ações militares mais severas. “Estão implorando por um acordo”, disse Trump. O Irã confirma receber propostas via Paquistão, mas as chama de “excessivas”. Enquanto isso, o Pentágono avalia enviar até 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio — e cogita desviar armamentos destinados à Ucrânia para a região.
Impactos para o Brasil
- Combustíveis: diesel e gasolina sobem mesmo com congelamento parcial da Petrobras
- Ovos de Páscoa e embalagens plásticas: encarecidos pela alta do petróleo, matéria-prima do plástico
- Agronegócio: custo do frete internacional dispara com seguro marítimo em alta histórica
- Inflação: IPCA de março deve ser pressionado para cima, comprometendo a meta fiscal do governo
A guerra no Irã não é só um conflito distante no Oriente Médio. É o preço que o brasileiro paga no supermercado, no posto de gasolina e na conta de luz. E enquanto Lula não define a posição do Brasil no conflito, o trabalhador continua pagando a omissão do governo.