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POLíTICA

MORAES NO BANCO DOS RÉUS: Versões desmoronam e viagem a Dubai com procuradora levanta suspeita de ligação com Vorcaro

MORAES NO BANCO DOS RÉUS: Versões desmoronam e viagem a Dubai com procuradora levanta suspeita de ligação com Vorcaro

As negativas do ministro Alexandre de Moraes sobre seu envolvimento no escândalo do banco Master estão perdendo sustentação uma a uma. O jornalista Alexandre Garcia, da Gazeta do Povo, resume o quadro com precisão cirúrgica: os desmentidos do ministro estão virando um fiasco.

O ministro usou superlativos como “nunca” e “jamais” para negar qualquer contato com o banqueiro Daniel Vorcaro. Negou estar em uma mansão com o empresário, negou telefonemas, negou ter recebido mensagens. Mas uma perícia da Polícia Federal indicou que as mensagens partiram do telefone do próprio Moraes e foram apagadas logo após lidas — numa dinâmica de missão impossível, na comparação usada pela imprensa. O sistema era simples e revelador: os textos eram registrados via prints e depois deletados imediatamente.

A viagem a Dubai que não foi explicada

Há um detalhe que ainda não recebeu resposta satisfatória: quarenta dias depois da prisão de Vorcaro, quando o banqueiro embarcaria para Dubai com o objetivo de fechar negócio para salvar o Master, quem viajou até lá foi a advogada Viviane Barci de Moraes — com o marido a tiracolo. O ministro Alexandre de Moraes não explicou publicamente se a esposa foi a Dubai como procuradora de algum negócio relacionado ao banqueiro preso. Coincidência ou conclusão do acordo que Vorcaro não pôde fechar? A questão permanece sem resposta.

Negativas que lembram Lula

Alexandre Garcia compara o padrão de negativas de Moraes ao do presidente Lula, famoso por frases como “o apartamento não é meu” ou “é de um amigo meu”. O ministro do STF também negou ter visitado uma casa em Trancoso, na Bahia, alugada por Vorcaro para festas — e classificou a informação como “integralmente falsa”. O problema é que as provas acumuladas na investigação da PF continuam surgindo. Para o cidadão brasileiro, que paga impostos e espera que a Justiça seja cega e imparcial, as negativas vazias do ministro não bastam. O STF precisa de transparência, não de desmentidos.

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