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ECONOMIA

MILEI PRESSIONA LULA: Presidente argentino cobra reciprocidade comercial e ameaça rever acordos do Mercosul se Brasil não reduzir barreiras

MILEI PRESSIONA LULA: Presidente argentino cobra reciprocidade comercial e ameaça rever acordos do Mercosul se Brasil não reduzir barreiras

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a pressionar o governo Lula por reciprocidade nas relações comerciais entre os dois países. Em declarações recentes, Milei cobrou a eliminação de barreiras brasileiras a produtos argentinos e alertou que, se o Brasil não avançar nas negociações, o governo portenho poderá revisar sua posição dentro do Mercosul e buscar acordos bilaterais com outros parceiros — incluindo os Estados Unidos de Donald Trump.

A tensão entre Buenos Aires e Brasília se acirrou após o governo brasileiro manter tarifas protecionistas sobre setores estratégicos da economia argentina, em especial agronegócio e manufaturados. Para Milei, isso vai na contramão da abertura comercial que ele defende como modelo para toda a América do Sul. O líder libertário argentino tem repetido que não aceita ser tratado como sócio menor dentro do bloco regional enquanto as regras favorecem sistematicamente o lado brasileiro.

No campo político, a rivalidade entre os dois presidentes é antiga. Milei e Lula têm visões opostas sobre o papel do Estado, abertura econômica e relações com países ocidentais. Enquanto Lula mantém postura protecionista e alinhamento com governos de esquerda na região, Milei aprofunda laços com Trump e defende integração com o mundo livre, baseada em livre comércio e respeito à propriedade privada. A eventual revisão do Mercosul seria um terremoto geopolítico na América do Sul.

Mercosul em xeque?

Especialistas avaliam que a pressão argentina é um sinal claro de que o bloco precisa se modernizar. A Argentina de Milei já demonstrou interesse em negociar acordos fora do Mercosul, o que colocaria em risco a coesão regional construída nas últimas décadas. Para os trabalhadores e empreendedores brasileiros que dependem do comércio com a Argentina, o impasse precisa ser resolvido com diálogo e reciprocidade real — não com retórica diplomática vazia.

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