MICHELLE BOLSONARO ASSUME O DF: Com queda de Ibaneis no caso Master, ex-primeira-dama vira principal articuladora da direita no Distrito Federal
A crise de Ibaneis Rocha (MDB) no caso do Banco Master abriu espaço para uma mudança de poder silenciosa e decisiva no Distrito Federal. Michelle Bolsonaro (PL) emergiu como a principal articuladora política da direita no DF — e o PL já reconhece isso de forma oficial. Segundo a coluna do Estadão, o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, deixou claro que não quer contrariar a ex-primeira-dama e que será ela a responsável por cuidar do partido no Distrito Federal.
Ibaneis, que foi reeleito em 2022 no primeiro turno com 50,3% dos votos, viu seu prestígio desabar após o envolvimento com o BRB e o caso Master. Enquanto isso, Michelle se posicionou como a força aglutinadora da direita local. Ela é a principal patrocinadora da candidatura de Celina Leão (PP), vice-governadora de Ibaneis, ao governo do DF — e insiste no nome mesmo diante de resistências dentro do próprio PL.
Nos bastidores, pessoas próximas dizem que Michelle acompanhou com lupa — e com algumas risadas — o declínio do governador emedebista. Antes mesmo de o PL romper oficialmente com Ibaneis, ela já monitorava o processo. A ex-primeira-dama também confirmou ser sua a responsabilidade de divulgar, por delegação de Valdemar, a lista de pré-candidatos do PL ao Senado — incluindo ela própria e Bia Kicis.
Disputa interna e o fator Arruda
A insistência de Michelle em Celina Leão, porém, incomoda parlamentares do PL que preferem um candidato próprio ao Palácio do Buriti. Parte da legenda mira no ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que ainda enfrenta questionamentos sobre elegibilidade por condenação por improbidade. Valdemar liberou congressistas para apoiarem outros candidatos — mas deixou claro: a palavra final no DF é de Michelle.