MÉDICOS PEDEM DOMICILIAR URGENTE: Quase o matou, diz equipe — bacteremia revela infecção na corrente sanguínea de Bolsonaro
A equipe médica que assiste o ex-presidente Jair Bolsonaro realizou coletiva de imprensa nesta sexta-feira (13) no hospital DF Star, em Brasília, e foi categórica: a internação mais recente foi um evento que quase matou o ex-chefe de Estado. Os médicos voltaram a exigir, com urgência, a concessão de prisão domiciliar humanitária.
Bacteremia: infecção bacteriana na corrente sanguínea
O cardiologista Leandro Echenique explicou que os calafrios relatados por Bolsonaro são um fenômeno clínico conhecido como bacteremia — presença de bactérias na corrente sanguínea, condição que exige monitoramento constante e tratamento agressivo. Bolsonaro recebe antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo, e apresentou leve melhora após dois antibióticos, mas ainda sente enjoo, dor de cabeça e dores musculares.
O médico Brasil Caiado descreveu como assustadora a velocidade com que a infecção evoluiu: Se um quadro começa às 2h e, às 8h, a tomografia já mostra tal grau de comprometimento dos pulmões, é uma situação que chama muita atenção. Segundo a equipe, esta é a terceira pneumonia do ex-presidente — e a mais grave de todas.
Moraes proíbe celular e mantém prisão
Apesar do estado grave, o ministro Alexandre de Moraes mantém Bolsonaro preso e proibiu o ingresso de celulares, computadores e qualquer dispositivo eletrônico no quarto. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses desde 15 de janeiro, nas instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar, na Papuda, em Brasília. Michelle Bolsonaro e os filhos estão autorizados a visitá-lo. Para os médicos, o ambiente domiciliar — com alimentação adequada e menor exposição a infecções — é fundamental para reduzir o risco de novos episódios. Até agora, o STF não se manifestou sobre o pedido de domiciliar.