LULINHA ABRE EMPRESA NA ESPANHA SEM ATIVIDADE REAL: Filho de Lula Cria Firma em Madri Enquanto Enfrenta Investigação de R$ 19,5 Milhões no INSS
Em janeiro de 2026, enquanto era investigado pela Polícia Federal no escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias do INSS, o empresário Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha — abriu uma empresa em Madri, na Espanha. A firma está registrada sob categoria genérica de “atividades tecnológicas”, sem operações reais registradas. Especialistas a classificam como empresa de gaveta: uma estrutura jurídica que existe no papel, mas não funciona. A revelação, publicada pela Folha de S.Paulo, acendeu nova alerta na CPMI do INSS, que já havia aprovado, em fevereiro, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha.
O quadro investigativo contra o filho do presidente Lula é extenso. Relatórios da PF de dezembro de 2025 o apontam como suposto sócio oculto de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso desde setembro. Mensagens interceptadas mostram Antunes mencionando repasses ao “filho do rapaz” — referência que o Ministério Público interpreta como alusão a Lulinha. A movimentação financeira identificada soma R$ 19,5 milhões em quatro anos, de 2022 a 2026. Lulinha também fez viagens a Portugal com passagens e hospedagem pagas integralmente pelo investigado Antunes. Sua defesa confirma a viagem, justificando-a como visita a uma fábrica de cannabis medicinal.
Para o trabalhador aposentado que foi roubado nesse esquema, o que chama atenção é a proteção institucional que Lulinha tem recebido. O ministro Flávio Dino, do STF, chegou a suspender a quebra de sigilo aprovada pela CPMI — decisão que parlamentares da oposição chamaram de “escárnio”. Agora, com a empresa aberta no exterior, a oposição cobra explicações: por que criar uma empresa de gaveta em Madri no exato momento em que a investigação avança? A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade. Mas as perguntas seguem sem resposta — e o dinheiro dos aposentados, sem destino claro.