LULA BARRA ALIADO DE TRUMP: Assessor que queria visitar Bolsonaro é expulso do Brasil por “reciprocidade”
Brasília, 14 de março de 2026 — O governo Lula expulsou Darren Beattie, assessor do presidente norte-americano Donald Trump, impedindo sua entrada no Brasil após o assessor planejar visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília.
O que aconteceu
Beattie havia justificado sua vinda ao Brasil como participação em um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo. No entanto, o governo brasileiro descobriu que o assessor planejava reuniões políticas — incluindo um encontro com Bolsonaro, ainda que dependente de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O próprio Lula anunciou a decisão: “Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde.”
O argumento da “reciprocidade”
O governo Lula invocou o princípio da reciprocidade nas relações internacionais para justificar o veto. O argumento: em agosto de 2025, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos do ministro Alexandre Padilha — razão pela qual Lula decidiu barrar um representante americano de entrar no país.
- Os EUA cancelaram vistos de familiares do ministro Padilha em 2025
- Lula usou o caso como justificativa para vetar Beattie
- O governo americano não detalhou publicamente o motivo real da viagem
- A embaixada dos EUA apenas confirmou que Beattie promoveria a agenda America First
Moraes no centro da crise
Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes havia autorizado a visita de Beattie a Bolsonaro. Porém, após o Itamaraty informar sobre as verdadeiras intenções diplomáticas do assessor, Moraes voltou atrás e revogou a autorização.
A crise diplomatica ocorre em um momento sensível: Bolsonaro está internado na UTI do Hospital DF Star com broncopneumonia bacteriana bilateral — sua terceira pneumonia —, e aliados de Trump como Jason Miller já acusaram publicamente Moraes de ser “corrupto” e responsável pelo estado de saúde do ex-presidente.
Repercussão internacional
A expulsão de um assessor direto de Trump provoca mais um ruído na relação Brasil-EUA. Deputados americanos já classificaram Lula como “defensor do regime iraniano” após o Brasil se recusar a apoiar as operações militares dos EUA no Oriente Médio. O episódio Beattie adiciona nova tensão ao relacionamento bilateral.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo