🚨 LULA CORRE CONTRA O RELÓGIO: Planalto tenta emplacar Messias no STF antes que delação de Vorcaro bagunce tudo
O presidente Lula está em modo de urgência nos bastidores do Senado Federal. O objetivo é simples e revelador: emplacar o indicado Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, na vaga do STF deixada por Barroso — e fazer isso antes que a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro jogue mais lenha na fogueira política.
Quatro meses de espera e nenhuma mensagem formal
Embora o nome de Messias tenha sido publicado no Diário Oficial há quase quatro meses, a mensagem presidencial formal ainda não foi enviada ao Senado. O recuo foi estratégico: o governo não conseguiu o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ainda sofre o desgaste das CPIs e das investigações da PF ligadas ao Banco Master e ao escândalo do INSS.
Agora, com a janela partidária encerrando em 3 de abril, o Planalto quer dar andamento à indicação nos próximos 60 dias — antes do recesso parlamentar e da radicalização eleitoral de 2026. Foram ao menos três telefonemas entre Lula e Alcolumbre só em março, descritos como amigáveis, mas o senador ainda evita o encontro presencial.
O fator Pacheco e a articulação em Minas
A chave do esquema passa por Minas Gerais. O senador Rodrigo Pacheco (PSD), favorito de Alcolumbre para o STF, deve consolidar sua candidatura ao governo mineiro com o apoio de Lula — o encontro entre os dois estava previsto para esta sexta-feira, 20, em Minas. A lógica palaciaca é direta: com Pacheco candidato ao governo, Alcolumbre teria mais boa vontade para pautar Messias.
Flávio Bolsonaro já prepara a barreira
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não esconde a estratégia de bloqueio. Já declarou publicamente que articula uma barreira contra o AGU, acusando o governo de tentativa de aparelhamento do Supremo. A expectativa por uma delação de Vorcaro com alvos no ambiente político deixa o Senado ainda mais refratário a votar uma indicação presidencial ao Supremo. Se a aprovação não ocorrer neste semestre, a cadeira pode ficar vaga até o final do ano — um constrangimento adicional para um governo que já acumula crises.