HADDAD SAI DA FAZENDA: O LEGADO DO ‘TAXXAD’ — IMPOSTOS A CADA 37 DIAS E DÍVIDA FORA DE CONTROLE
O ministro da Fazenda Fernando Haddad confirmou que deixará o cargo nos próximos dias a pedido do presidente Lula, para disputar o governo de São Paulo pelo PT em 2026. Enquanto alguns na mídia tentam pintar um quadro positivo da passagem dele pelo Ministério, os números contam uma história bem diferente para o trabalhador e o empreendedor brasileiro.
O apelido “Taxxad” não é por acaso. Levantamento realizado em 2025 mostrou que o governo Lula instituiu ou elevou impostos a um ritmo alucinante durante a gestão de Haddad: um novo aumento ou criação de tributo a cada 37 dias, em média. A lista inclui tentativas de aumentar o IOF, reonerar a folha de pagamento e diversas outras investidas contra o bolso do empreendedor. Quando o Congresso barrou as medidas mais absurdas, o STF foi chamado para socorrer o ministro.
O resultado dessa política está nos bolsos de todo brasileiro: inflação que obrigou o Banco Central a elevar os juros para níveis recordes, contrabalançando o gasto público desenfreado. A dívida pública como proporção do PIB segue em trajetória de expansão descontrolada — exatamente o oposto do que qualquer governo responsável deveria entregar. Haddad chegou a chamar os alertas sobre a crise fiscal de “delírio” e seu próprio arcabouço fiscal de “a legislação mais avançada que já tivemos” — o mesmo arcabouço que Gleisi Hoffmann chamou de “austericídio”.
A missão impossível em SP
Haddad vai enfrentar Tarcísio de Freitas em São Paulo — o mesmo governador que já o derrotou em 2022. O governador é favorito com folga, e o PT já sabe que a tarefa é ingrata. Para o trabalhador paulista, a pergunta é simples: por que trocar um governo que funciona por quem empilhou imposto sobre imposto nos últimos três anos?