GUERRA IRÃ — 17º DIA: EUA avançam em Kharg, Trump pressiona por rendição e líderes do regime somem das comunicações oficiais
A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em seu 17º dia consecutivo nesta segunda-feira (16) com os sinais mais claros até agora de que o regime dos aiatolás pode estar à beira do colapso. Fontes do Pentágono confirmaram que a campanha militar americana, com apoio logístico de Israel, já custou US$ 12 bilhões e deverá se estender por mais quatro a seis semanas. O presidente Donald Trump, porém, aumentou a pressão ao ameaçar atacar a ilha de Kharg — principal terminal de exportação de petróleo iraniano, responsável por 90% das receitas do regime — o que representaria um golpe econômico definitivo contra Teerã.
O secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que “os termos colocados pelo Irã para um cessar-fogo não são aceitáveis” e que Washington exige o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano como condição para qualquer negociação. Enquanto isso, drones do Irã atingiram uma base conjunta de Itália e EUA no Kuwait, destruindo uma aeronave sem causar vítimas — episódio que escala o conflito para o território do Golfo Pérsico. Tropas americanas reforçaram as defesas em bases da região em resposta ao ataque.
Um dos elementos mais desconcertantes do conflito é o sumiço de lideranças iranianas das comunicações públicas. O Guia Supremo Ali Khamenei não aparece em público há mais de 72 horas, e rumores sobre sua saúde circulam em canais de inteligência ocidentais. O chefe das Forças Armadas iranianas também não deu declarações desde sábado. No front digital, imagens de satélite mostram destruição significativa em instalações de enriquecimento de urânio no complexo de Fordow. Para analistas militares, o Irã enfrenta a maior pressão desde o início da Revolução Islâmica, em 1979.