GUERRA DE VISTOS ESCALA: Lula barra assessor de Trump, EUA mantêm veto ao ministro Padilha — relação Brasil-EUA no pior patamar em décadas
A relação entre Brasil e Estados Unidos atingiu um novo patamar de crise nesta sexta-feira (14). O presidente Lula revogou o visto de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado americano que planejava visitar o Brasil para reuniões com líderes da oposição e tentar ver o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda. O Itamaraty informou que o cancelamento se deu porque Beattie “omitiu ou falseou informações relevantes quanto ao motivo da visita”.
A medida é uma retaliação declarada pelo próprio Lula: o governo americano de Donald Trump mantém cancelado o visto do ministro da Saúde Alexandre Padilha, e o petista resolveu responder na mesma moeda. O episódio expõe a deterioração total das relações diplomáticas entre Brasília e Washington — numa semana em que o mundo inteiro repercutiu a crise. Washington Post, Reuters, AP, Bloomberg e The Guardian noticiaram o imbróglio.
Para o trabalhador e empreendedor brasileiro, a briga ideológica de Lula com os EUA tem consequências práticas: dólar mais caro, comércio ameaçado e o Brasil se isolando do principal parceiro econômico do hemisfério ocidental. Enquanto o governo petista briga por gestos simbólicos, a Argentina de Milei estreita laços com Washington e colhe frutos em investimentos e acordos. A pergunta que fica: até onde vai o custo real dessa guerra diplomática para o bolso do brasileiro?