GREVE DOS CAMINHONEIROS: Reunião em Santos decide o destino do transporte nacional — diesel em disparada pelo efeito da guerra
Os caminhoneiros do Brasil chegaram a um ponto de ruptura. Nesta quarta-feira (18), entidades representativas da categoria se reuniram em Santos (SP) para decidir se cruzam os braços numa greve nacional. O gatilho é claro: o diesel disparou nas últimas semanas, puxado pela guerra entre EUA e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota de escoamento de 20% do petróleo mundial.
Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, foi direto ao ponto: “As condições que a gente está tendo hoje, com esses aumentos de combustíveis, não tem como manter o transporte rodando.” Representantes de SP, PR, SC, RS, DF e Goiás já se manifestaram favoráveis à paralisação. O trabalhador rodoviário está absorvendo sozinho o custo de uma crise que o governo não conseguiu resolver.
Para piorar, empresas transportadoras estariam descumprindo o piso mínimo do frete, fazendo com que os caminhoneiros autônomos paguem o pato. Landim exige que a ANTT trave eletronicamente ou cancele o registro de quem desrespeita a tabela. O governo anunciou fiscalização mais dura e isenção de PIS e Cofins do diesel — mas o trabalhador da estrada já está no limite. O Brasil para quando o caminhão para.