🚛 GREVE DOS CAMINHONEIROS: Reunião de Santos termina sem consenso — decisão adiada para quinta-feira
A reunião de caminhoneiros realizada nesta quarta-feira (18) em Santos (SP) terminou sem consenso sobre a greve nacional da categoria. A decisão final foi adiada para uma nova assembleia marcada para quinta-feira (19), às 16h, na sede do Sindicam, em Santos.
O que aconteceu?
Horas antes da reunião, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o presidente da ANTT anunciaram medidas para endurecer a fiscalização e penalização de empresas que descumprem o piso do frete rodoviário. A medida foi suficiente para dividir as entidades representativas e impedir um acordo imediato.
Quem já aderiu à greve
- Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) — confirmou paralisação
- Sindicam (SP) — favorável à greve
- Sinditac-SC (Santa Catarina) — já aderiu formalmente
- Representantes de SP, PR, SC, RS, DF e GO — favoráveis
Por que os caminhoneiros querem parar?
A categoria protesta contra o aumento do preço do diesel, que disparou após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã em resposta aos ataques americanos e israelenses. O petróleo passou a ser cotado acima de US$ 100 por barril, impactando diretamente o custo dos trabalhadores autônomos.
Segundo Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava: “O transportador não pode absorver esse alto custo. Empresas transportadoras estão descumprindo o piso do frete, fazendo com que o trabalhador pague a conta”.
O que o governo ofereceu?
O governo anunciou fiscalização reforçada pela ANTT e compensação bilionária a estados para conter o aumento dos combustíveis. As medidas dividiram a categoria — parte aceitou aguardar, parte mantém a disposição de parar.
Próximos passos
- Quinta-feira, 19/03, 16h — Nova assembleia em Santos (SP)
- Se aprovada, greve pode começar ainda nesta semana
- CNTTL aguarda o resultado antes de definir posição
Fontes: Gazeta do Povo, G1