GOVERNADORES RECUSAM CORTAR ICMS DO DIESEL: Trabalhadores da Estrada Sem Resposta — Prazo do Governo Acaba em 28 de Março
O prazo que o governo Lula deu aos governadores para negociar a redução do ICMS do diesel se encerra em 28 de março — e a resposta dos Estados, até agora, é um sonoro não. Com a guerra no Irã elevando o preço do petróleo no mundo e a Petrobras já tendo reajustado o combustível, a categoria dos caminhoneiros mantém estado de paralisação e o fantasma de uma greve nacional volta a rondar o abastecimento do país.
O Impasse com os Estados
Governadores de diferentes partidos se recusam a abrir mão da arrecadação do ICMS sobre o diesel — tributo que representa bilhões por ano nos cofres estaduais. O governo federal, que prometeu ao setor de transportes uma solução coordenada, vê o prazo se esgotar sem acordo. Santa Catarina já decretou estado de emergência por falta de combustível em pontos do Estado, evidenciando que o problema é real, e não apenas retórico.
A Situação dos Caminhoneiros
A categoria mantém o chamado estado de paralisação desde que o Diário Oficial da União não publicou as medidas prometidas pelo governo. As lideranças dos caminhoneiros aguardam providências concretas — não promessas — antes de desistir de qualquer ação coordenada. No campo, o empreendedor rural e o agricultor também monitoram a situação: sem caminhões rodando, a safra não sai. O agronegócio, que sustenta boa parte da balança comercial do Brasil, fica à mercê de uma crise que o governo Lula poderia ter evitado meses atrás.
Quem Vai Pagar a Conta?
Como de costume, quem vai pagar a conta é o trabalhador. O diesel caro encarece o frete, que encarece o alimento na gôndola do supermercado. Lula culpa Trump, culpa a guerra, culpa o mercado — mas evita olhar para o espelho: foi sua política de preços da Petrobras e o fracasso de articulação com os governadores que deixaram o caminhoneiro sem saída e a família brasileira com o orçamento ainda mais apertado.