O preço do diesel nos postos brasileiros disparou mais de 11% em uma semana, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80 o litro, segundo a ANP — e o governo Lula corre contra o tempo sem conseguir segurar a crise. A tentativa de acionar os governadores para cortar o ICMS estadual foi recusada, deixando Brasília sem alternativa clara antes da eleição.
Medidas do Governo Não Surtiram Efeito
O Planalto já anunciou isenção de impostos federais e uma subvenção de R$ 30 bilhões para tentar reduzir em R$ 0,64 o preço na bomba — mas até agora, nenhuma das medidas surtiu efeito real nos postos.
Em seguida, o governo apelou aos governadores para que cortassem o ICMS estadual sobre o diesel, que representa quase 20% do valor final. Seria um desconto adicional de cerca de R$ 1,20 por litro.
Governadores Disseram Não
O Comsefaz — Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados — rejeitou a proposta. O argumento: a isenção prejudicaria o financiamento de políticas públicas e “não costuma ser repassada ao consumidor final”.
Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, a isenção custaria R$ 3 bilhões por mês aos estados, com repasse federal de apenas R$ 1,5 bilhão. O prazo para a decisão final é 28 de março.
Impacto na Economia
- O diesel é insumo fundamental da logística brasileira
- Alta no combustível eleva preço de alimentos, produtos industriais e serviços
- Economistas estimam impacto inflacionário de 0,11 ponto percentual em 2026
- Efeitos indiretos se espalharão pelos próximos 6 meses
Caminhoneiros na Espreita
A crise do diesel é o principal combustível da ameaça de greve dos caminhoneiros, que mantêm assembleia marcada para esta quinta-feira (19) em Santos (SP). As categorias aguardam respostas concretas do governo antes de decretar a paralisação nacional.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo — 19/03/2026