A ministra Gleisi Hoffmann (PT) anunciou nesta sexta-feira (3) que deixou o governo Lula para disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná nas eleições de outubro.
A saída da ministra
Gleisi comandava a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) há pouco mais de um ano. A desincompatibilização era prazo obrigatório: o último dia para ministros deixarem seus cargos e se tornarem elegíveis é este sábado (4).
Em publicação nas redes sociais, a petista anunciou: “Sou pré-candidata ao Senado para defender nosso querido Paraná. E para avançar nosso projeto de país, com prioridade total para o desenvolvimento do Brasil e condições de vida cada vez melhores para o povo brasileiro.”
Pedido de Lula
A princípio, Gleisi não pretendia disputar eleições neste ciclo. Mas atendeu a um pedido pessoal do presidente Lula (PT), que busca ampliar a base do PT no Senado — onde o governo enfrenta crescentes dificuldades para aprovar sua agenda.
Gleisi se junta a uma longa lista de ministros que deixaram o governo nas últimas semanas para se candidatar, incluindo Rui Costa, Jader Filho e Márcio França — numa debandada que enfraquece o Executivo às vésperas do período eleitoral.
Cenário no Paraná
No Paraná, o senador Sérgio Moro (União Brasil) aparece disparado nas pesquisas, com mais de 51% das intenções de voto já no primeiro turno, segundo levantamento recente da AtlasIntel. Gleisi enfrentará terreno historicamente desfavorável ao PT no estado.
- Gleisi foi presidente do PT de 2017 a 2025
- Exerceu mandato de deputada federal pelo Paraná
- Foi ministra da Casa Civil no governo Dilma Rousseff
- O prazo de desincompatibilização encerra neste sábado (4)
Fontes: Jovem Pan / Estadão Conteúdo