A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS virou alvo de uma operação coordenada dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois ministros — Gilmar Mendes e Flávio Dino — agiram em dias seguidos para barrar depoimentos e constranger o avanço das investigações sobre o maior escândalo de fraude previdenciária da história do Brasil.
Gilmar Mendes concedeu decisão liberando a empresária Leila Pereira de depor perante a CPMI, alegando questões formais de convocação. Já Dino chamou parlamentares do PL de “atacadistas de emendas” e anunciou mais julgamentos contra deputados. O presidente da CPMI denunciou abertamente a interferência: “O STF está travando a investigação do INSS”. Em resposta, a comissão reorganizou seu calendário de trabalhos para tentar contornar os obstáculos judiciais.
O trabalhador brasileiro é a vítima central desse escândalo. Mais de R$ 6 bilhões foram desviados de aposentados por grupos ligados a sindicatos e associações que cobravam descontos ilegais diretamente na folha de pagamento do INSS. Enquanto o Congresso tenta apurar os culpados, ministros do STF usam liminares e decisões monocráticas para proteger testemunhas-chave e dificultar o trabalho dos parlamentares eleitos pelo povo. A pergunta que o cidadão faz é simples: quem está protegendo quem?