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POLíTICA

FLÁVIO BOLSONARO QUER HADDAD E RUI COSTA NA MIRA DA CPI DO MASTER: Senador amplia escopo da investigação

FLÁVIO BOLSONARO QUER HADDAD E RUI COSTA NA MIRA DA CPI DO MASTER: Senador amplia escopo da investigação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou requerimento pedindo a ampliação do escopo do pedido de CPI do Banco Master, proposto pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Além dos ministros do Supremo Tribunal Federal já listados, Flávio quer incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, nas investigações.

O documento cita a necessidade de verificar as circunstâncias de uma reunião realizada em dezembro de 2024 que não teria sido registrada em agenda oficial. O requerimento também menciona as eventuais interações entre as autoridades e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para apurar se esses contatos produziram reflexos sobre a regularidade do exercício de funções públicas.

No caso de Rui Costa, a suspeita vai além das reuniões com o presidente Lula: quando era governador da Bahia, Costa assinou decreto que deu exclusividade ao Master em operações do programa CredCesta, consignado destinado a servidores estaduais. A medida beneficiou diretamente a instituição financeira investigada.

Guerra de bastidores no Congresso

A oposição trata o pedido de CPI de Alessandro Vieira como uma armadilha. Segundo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre — cujo telefone aparece na lista de contatos de Vorcaro — estaria tentando barrar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). A diferença é estratégica: uma CPMI obriga o Congresso a pautar o requerimento automaticamente, sem depender da vontade do presidente da Casa.

Na Câmara, a resistência do presidente Hugo Motta em pautar a CPMI levou o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) a acionar o STF. O sorteio caiu para o ministro Dias Toffoli — que já havia se afastado do caso Master após revelações de conversas com Vorcaro. Toffoli se declarou suspeito novamente e devolveu o processo à Presidência para novo sorteio. O caso caiu então para o ministro Zanin.

A estratégia da direita é clara: transformar o caso Master numa investigação abrangente que atinja o governo Lula inteiro — não apenas o STF. O embate promete esquentar o Congresso nas próximas semanas.

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