FLÁVIO BOLSONARO EMPATA COM LULA NO 2º TURNO E MARQUETEIRO VETERANO AVALIA: ‘Ele sintetiza o futuro — o PT faz propaganda do passado’
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11/3), confirmou o que as últimas sondagens já vinham apontando: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está empatado com Lula no segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada lado. No primeiro turno, os dois disputam com diferença mínima. Para o marqueteiro político Paulo de Tarso da Cunha Santos — um veterano de mais de 40 anos de campanhas, que já trabalhou para Lula e vários partidos —, o fenômeno tem uma explicação clara.
“O PT ainda faz propaganda do passado”
“O Flávio é um cara novo, ele sintetiza o futuro e o antipetismo”, disse Paulo de Tarso em entrevista à BBC News Brasil. O marqueteiro, que foi responsável pelo famoso jingle “Lula lá” em 1989, afirma que a propaganda petista baseada em programas sociais “não tem mais a eficiência que tinha no passado”. Para ele, Lula está encurralado: “O povo está cansado da demora que a democracia liberal propõe”.
A avaliação se reflete nos números: 51% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, contra 44% que aprovam, segundo a mesma pesquisa Quaest. O dado mais revelador talvez seja este: 38% dos próprios beneficiários do Bolsa Família já desaprovam o governo. E a isenção do Imposto de Renda — vitrine eleitoral do PT — não causou impacto na renda de 48% dos entrevistados.
O fenômeno Flávio Bolsonaro
Senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio tem construído uma trajetória própria que combina o capital político da família com uma imagem de renovação. Enquanto Lula busca reeleição apoiado em obras e programas sociais de resultado lento — “Uma obra que às vezes leva quatro anos para ser entregue traz um sentimento eterno de que as coisas não andam”, avalia o marqueteiro —, Flávio mobiliza o eleitorado com a promessa de mudança real.
O que os números mostram:
- Flávio Bolsonaro e Lula empatados no 2º turno — 41% a 41%
- 51% desaprovam o governo Lula
- 38% dos beneficiários do Bolsa Família desaprovam o governo
- 48% dizem que a isenção do IR não impactou sua renda
Para o trabalhador e o empreendedor brasileiro, a mensagem que emerge das urnas e das pesquisas é simples: o país quer uma página virada. O PT apostou que a distribuição de benefícios garantiria votos indefinidamente. Os números mostram que o Brasil mudou — e Flávio Bolsonaro está lendo esse momento com precisão que seu adversário ainda não alcançou.