O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) virou o jogo eleitoral. Levantamento da consultoria Genial/Quaest publicado nesta semana mostra o pré-candidato à Presidência empatado com o presidente Lula no segundo turno simulado: 41% a 41%. Em agosto de 2025, a diferença era de sete pontos — Lula liderava com 48% contra 32% de Flávio. A reversão representa uma das maiores viradas registradas em pesquisas presidenciais nos últimos doze meses.
Com o crescimento do filho nas urnas, aliados da família Bolsonaro já começam a montar o cenário de uma eventual equipe de governo. Segundo a revista Veja, influentes bolsonaristas aconselham Flávio a escalar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para o Ministério da Segurança Pública, caso ele vença a eleição. Caiado ainda não foi consultado — e segue posicionado como virtual presidenciável pelo PSD —, mas a costura política já está em curso nos bastidores conservadores.
O cenário eleitoral para 2026 se consolida como uma disputa acirrada entre o campo conservador e o PT. A ascensão de Flávio nas pesquisas, combinada com o enfraquecimento de Lula no meio do mandato, reacende o otimismo nas fileiras do PL. Para o bolsonarismo, o recado das urnas é claro: o Brasil conservador voltou ao jogo.