FLÁVIO BOLSONARO CONFRONTA SENADO: Classifica CPI do STF como ilegal e exige que Haddad, Galípolo e Rui Costa sejam incluídos
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não poupou palavras ao avaliar a Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para investigar os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso do Banco Master. Em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira, 11 de março, Flávio foi direto: a CPI, nos moldes em que foi proposta, é ilegal.
CPI ilegal ou palanque eleitoral?
“Você não pode instaurar uma CPI para investigar crimes comuns de pessoas”, afirmou Flávio. O requerimento havia sido protocolado na segunda-feira com 35 assinaturas — oito acima do mínimo exigido —, sendo Flávio o 29º signatário. A demora gerou críticas de eleitores da oposição nas redes sociais, que questionaram se o senador tinha vínculos com os ministros investigados. Flávio rebateu com firmeza: Vieira teria acelerado a coleta de assinaturas no fim de semana deliberadamente para constrangê-lo. “Ele sabe disso”, declarou.
Flávio amplia o escopo: Haddad, Galípolo e Rui Costa na mira
Mesmo classificando a CPI como ilegalmente formatada, Flávio assinou o requerimento e foi além: cobrou que o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil Rui Costa e o empresário baiano Augusto Lima sejam incluídos nas investigações. Segundo o senador, todos participaram de reuniões com o banqueiro Daniel Vorcaro. “Por que o Alessandro Vieira esqueceu de chamar essa galera? Só porque ele é base do governo Lula?”, questionou. Sobre o impeachment de ministros do STF, Flávio foi categórico: “Já assinei vários, vou assinar quantos forem necessários.”