EUA MIRAM O PIX: Washington Aponta Sistema Brasileiro de Pagamentos como Barreira Comercial — Mas o Trabalhador Não Quer Abrir Mão
O governo dos Estados Unidos incluiu o Pix na lista de barreiras comerciais impostas pelo Brasil ao comércio norte-americano. O escritório de representação comercial da Casa Branca (USTR) afirma que o sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central recebe tratamento preferencial, prejudicando empresas americanas que atuam no setor de pagamentos eletrônicos no país. A notícia pegou mal em Brasília — e com razão.
O Pix é, hoje, um dos poucos sucessos incontestáveis da administração pública brasileira. Criado no governo Bolsonaro, o sistema já economizou mais de R$ 117 bilhões para consumidores e empresas em cinco anos de operação, segundo levantamentos do setor. Substituiu taxas abusivas de transferências bancárias, acelerou o pagamento a pequenos empreendedores e trouxe inclusão financeira para milhões de trabalhadores que nunca tiveram conta corrente. A ideia de que Washington trate isso como um problema comercial soa, no mínimo, contraditória.
Lula reagiu defendendo o Pix — desta vez acertou. Mas vale lembrar que o sistema é uma criação do Banco Central do período anterior, e que a proteção ao Pix também é proteção ao legado que o PT passou quatro anos tentando apagar. O debate real, que interessa ao cidadão, é garantir que o Pix continue gratuito, seguro e acessível — independente de quem governa ou de pressões externas.