Escândalo do Master racha Lula e Alcolumbre: CPI do INSS, vaga no STF e 2026 nas mãos do presidente do Senado
O governo Lula vive uma crise de múltiplas frentes. O escândalo do Banco Master — que expôs ligações do empresário Daniel Vorcaro com autoridades dos três poderes, incluindo ministros do STF — aprofundou a desconfiança entre o Palácio do Planalto e o Congresso. E num momento crítico, o destino de decisões fundamentais para o PT está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil.
Na mesa de Alcolumbre estão três temas explosivos para Lula em ano eleitoral: a prorrogação ou não da CPI do INSS, o andamento da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para uma vaga no STF, e o veto ao projeto que reduziria as penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro. O senador não pretende autorizar a prorrogação da CPI, mas sinaliza querer reconhecimento político do governo em troca. Enquanto isso, Lula e Alcolumbre conversaram por telefone nesta semana sem resolver os impasses.
O pano de fundo é ainda mais delicado para o PT. Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostrou que o senador Flávio Bolsonaro está tecnicamente empatado com Lula no segundo turno — 43% a 46% —, e levantamentos qualitativos em poder do Planalto apontam que os cidadãos estão debitando todos os escândalos recentes na conta do governo. A avaliação no entorno de Lula é que a crise do Master é ainda mais explosiva do que a Lava Jato, porque desta vez atinge de frente o Judiciário.