DESEMPREGO SOBE PARA 5,8% MAS RENDA BATE RECORDE: Governo Esconde o Pior — 6,2 Milhões Sem Trabalho e 16 Milhões Subutilizados
O desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE através da PNAD Contínua. O número de pessoas em busca de trabalho chegou a 6,2 milhões — 600 mil a mais do que no trimestre anterior. A população ocupada totalizou 102,1 milhões de trabalhadores, com queda de 0,8% na comparação trimestral.
Por trás dos números, a realidade é mais dura: 16,1 milhões de brasileiros estão na chamada subutilização — pessoas que gostariam de trabalhar mais horas ou que desistiram de procurar emprego. A taxa de informalidade segue em 37,5%, o que significa que mais de 37 de cada 100 trabalhadores brasileiros vivem sem carteira assinada, sem FGTS, sem proteção.
O Que o Governo Não Conta
A queda na ocupação foi puxada principalmente pela administração pública, saúde e educação — setores que perderam 696 mil postos com o fim dos contratos temporários de início de ano. A construção civil também encolheu, com 245 mil trabalhadores a menos. Em outras palavras: o Estado enxugou seus próprios empregos e chamou isso de dado sazonal. O empreendedor privado continua sendo o verdadeiro motor do emprego no país, enquanto o PT gasta bilhões em burocracia e subsídios seletivos.
Renda Cresce, Mas Quem Paga a Conta?
O rendimento médio real habitual atingiu R$ 3.679 — novo recorde histórico, com alta de 5,2% na comparação anual. O governo comemora. O que não diz é que essa alta é, em parte, reflexo do desaparecimento dos postos mais precários da base, inflando a média. Enquanto isso, a inflação corrói o poder de compra das famílias, o crédito encareceu com a Selic nas alturas e o trabalhador com carteira assinada do setor privado viu seu número praticamente estagnado em 39,2 milhões.
O Brasil precisa de menos Estado, menos regulação e mais liberdade para o empreendedor gerar emprego de verdade — não de números de agência que escondem 16 milhões de brasileiros relegados à margem do mercado.