DESEMPREGO SOB LULA: Taxa Sobe para 5,8% e Mais 6,2 Milhões de Trabalhadores Ficam Sem Renda — Setor Público é o Principal Responsável
O IBGE divulgou nesta sexta-feira (27) os dados da PNAD Contínua referentes ao trimestre encerrado em fevereiro de 2026: a taxa de desemprego subiu para 5,8%, com 6,2 milhões de trabalhadores brasileiros em busca de emprego — aumento de 600 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. A queda na ocupação foi liderada pelo setor público, que dispensou quase 700 mil trabalhadores no início do ano.
Estado reduz, família paga a conta
A principal causa do aumento no desemprego foi o encerramento de contratos temporários nos setores de administração pública, saúde e educação, que juntos eliminaram 696 mil postos de trabalho. A construção civil também recuou, perdendo 245 mil pessoas. De acordo com o IBGE, o movimento é sazonal — mas é na casa das famílias trabalhadoras que o impacto é sentido de verdade: menos dinheiro no começo do ano, mais dificuldade para pagar contas.
Renda cresce, mas ocupação cai
Há um dado positivo no relatório: o rendimento real médio habitual atingiu o recorde de R$ 3.679, crescimento de 5,2% na comparação anual. O IBGE atribui isso à maior formalização no comércio e serviços. Ainda assim, o número precisa ser visto com cautela: a renda sobe para quem está trabalhando, mas o total de pessoas ocupadas caiu para 102,1 milhões — retração de 0,8% no trimestre. Para o trabalhador sem emprego, nenhum recorde de renda resolve o problema do aluguel no fim do mês.
Números do trimestre encerrado em fevereiro/2026
- Taxa de desemprego: 5,8% (alta ante trimestre anterior)
- Desempregados: 6,2 milhões (+600 mil)
- Ocupados totais: 102,1 milhões (-0,8%)
- Rendimento médio real: R$ 3.679 (recorde histórico para fevereiro)
- Maior queda: administração pública, saúde e educação (-696 mil postos)