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BRASIL

DELAÇÃO DO INSS: Ex-chefes da autarquia citam Lulinho e revelam nome de ex-ministra — bomba pode explodir no colo de Lula

DELAÇÃO DO INSS: Ex-chefes da autarquia citam Lulinho e revelam nome de ex-ministra — bomba pode explodir no colo de Lula

Dois ex-integrantes da cúpula do INSS estão em fase avançada de negociação de delação premiada no âmbito das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões de trabalhadores brasileiros. O ex-procurador Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis apresentaram informações que citam diretamente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinho, filho do presidente Lula.

Além do filho do presidente, os possíveis delatores mencionaram o nome da ex-ministra Flávia Péres — ex-Flávia Arruda — da Secretaria de Relações Institucionais. Esta é a primeira vez que seu nome aparece ligado ao escândalo. Flávia é casada com Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e sócio do empresário Daniel Vorcaro, preso e investigado por rombo bilionário no sistema financeiro. A coincidência de conexões aprofunda a suspeita de que o esquema tem raízes no centro do poder.

Careca do INSS também avalia colaborar

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema, também estaria avaliando firmar acordo de colaboração premiada. A movimentação teria se intensificado após familiares dele — filho e esposa — passarem a ser investigados pela Polícia Federal. Virgílio e André Fidelis estão presos desde novembro de 2025, no âmbito da Operação Sem Desconto. O primeiro teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas investigadas; o segundo, R$ 3,4 milhões entre 2023 e 2024.

Esquema saqueou aposentados brasileiros

O rombo do esquema do INSS compromete bilhões de reais que deveriam ir para aposentados e pensionistas, trabalhadores que contribuíram a vida toda. A CPMI criada para apurar o caso enfrenta resistência do STF, que já suspendeu depoimentos de entidades beneficiadas — como a Contag, que recebeu R$ 3,47 bilhões dos segurados. As delações em andamento prometem revelar o tamanho real do estrago e quem ordenou o saque ao dinheiro do cidadão.

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